Tablet Samsung Galaxy Note 10.1 é lançado oficialmente no Brasil! (atualização: já está no varejo!)

Após o lançamento mundial em agosto, finalmente chega ao Brasil um dos melhores tablets disponíveis hoje. Veja o que vem, o que não vem e o que esperar do mais novo tablet da Samsung lançado em solo brasileiro.

Ainda que nada tenha sido dito via assessoria de imprensa até o momento , a Samsung Brasil já estampa em seu site o novo tablet, divulgando as características, especificações técnicas e modelos que muito em breve estarão disponíveis no varejo (no caso versões de 16GB de armazenamento interno  com e sem 3G) nas cores cinza e branco.

Confira aí: http://www.samsung.com/br/consumer/cellular-phone/cellular-phone-tablets/tablet/GT-N8000ZWAZTA

[Atualização] Mudaram o link de seção: http://www.samsung.com/br/consumer/cellular-phone/cellular-phone-tablets/galaxy-note/GT-N8000ZWAZTA

 

O que se espera é que nos próximos dias o tablet já esteja disponível nas principais lojas do ramo. Sigo apostando num preço sugerido entre 1500-1700 reais para o modelo mais simples, mas evidentemente que editarei esta parte caso eu erre.

 

[Atualização] Já está no varejo e , pelo visto, ficou dentro da previsão. (*pose da vitória)

 

Mas agora falemos do Note 10.1 em si!

 

Quem é o Galaxy Note 10.1?

Tablet Samsung Galaxy Note 10.1

Comecemos pela parte técnica: display de 10,1 polegadas (TFT) , resolução de 1280 x 800 píxels (em torno de 150 píxels por polegada), câmera frontal  de 1,9 MP e traseira de 5 MP (esta com flash de LED), bateria de até 10 horas de uso contínuo com wifi ligado, 16GB de armazenamento no SSD interno , mas expansível via cartão microSD de até 32GB.

Com 8,9 mm de espessura e pesando em torno de 600g o dispositivo mantém a política da empresa em lançar tablets finos e leves.

Essa foi a parte ordinária, nada de espetacular aqui. Os atrativos técnicos diferenciais do Galaxy Note 10.1 eu listo agora: SoC Exynos 4412 (quadcore) a 1,4 GHz , 2GB de RAM e a aguardada caneta S-Pen, mas da S-Pen eu falarei depois.

 

A Samsung também pegou pesado no software, trazendo algumas inovações muito interessantes, como o modo dual screen , que permite dividir o display em 2 telas  e com isso rodar 2 aplicativos ao mesmo tempo. E se fosse só isso já representaria um enorme valor agregado, pois favorece e muito a utilização do tablet em tarefas relacionadas à produtividade e  ao ensino.  Você pode , por exemplo, assistir a uma aula em vídeo numa dessas telas e fazer anotações em um caderno digital com a S-Pen na outra tela. Pode escrever artigos e matérias numa janela enquanto faz suas pesquisas na outra…  mas a Samsung foi além e possibilitou inclusive que se arraste conteúdo de uma janela para outra, no melhor estilo Windows.

No Note 10.1 a sul-coreana também implementou a funcionalidade Smart Watch, aquela em que enquanto o aparelho perceber que o usuário está olhando para a tela o aparelho não permitirá que a tela seja desligada.  Ou seja, caso você pegue no sono enquanto está assistindo alguma coisa nele, poderá ficar tranquilo com o uso da bateria.

O Note 10.1 também sai de fábrica com uma versão modificada do Photoshop Touch, o que é especialmente interessante para os que pretendem utilizar o tablet em tarefas envolvendo artes gráficas.

 

E a S-Pen?

Pois é, falemos sobre ela finalmente! O Galaxy Note 10.1 é um tablet que possui dois métodos de entrada: o touchscreen capacitivo convencional (reconhece até 10 toques simultaneamente)  e também um painel digitalizador próprio para reconhecer a caneta S-Pen. Dessa forma o tablet sabe exatamente quando são seus dedos ou  quando é a caneta que está tocando na tela. Apenas por isso já permite que se possa efetivamente repousar a mão sobre o display enquanto se faz uma anotação, tornando ainda mais próxima a experiência que se teria caso se estivesse escrevendo utilizando papel e caneta.

 

Como a S-Pen é precisa e reconhece também mais de mil níveis de pressão, me parece que a  utilização do tablet como mesa digitalizadora  passa a ser uma opção viável cujo desafio se resume  à adaptação do usuário aos softwares disponíveis para Android , como o SketchBook Pro ou mesmo o próprio Photoshop Touch, o qual lembro que já vem pré-instalado no sistema e está plenamente adaptado ao uso com a S-Pen. Os softwares possuem menos recursos, mas caso a adaptação seja possível, será um ganho potencialmente enorme.

 

A Samsung também colocou na caneta uma série de atalhos e funcionalidades para atuar em conjunto com o seu launcher (o famigerado Touchwiz). Por exemplo, com dois toques da caneta na tela você automaticamente abre o app de notas para escrever e rabiscar com a caneta, a Samsung também  implementou nela gatilho para tirar screenshot e sabe-se lá o que mais.  Aparentemente nenhum detalhe do Galaxy Note 10.1 foi pensado sem que se levasse em consideração um ganho na experiência de uso caso o usuário esteja usando a caneta. O tablet tem até mesmo um slot para que se possa guardar a caneta ali. Ah sim, e a caneta  não é um opcional.

 

Falei bastante  no quesito produtividade, e isso realmente salta aos olhos quando se vê o Galaxy Note 10.1 em ação, mas tenha em mente que ele é perfeito para o consumo de conteúdo também.

 

Experiência Web

 

É com ele que você terá a melhor experiência web em um tablet Android. O Android , pelo menos em tablets, apresenta uma dificuldade seríssima em lidar com javascript no browser de Internet nativo. Mesmo em quadcores as pequenas travadinhas no movimento de pinça (e eu disse pinça) para dar zoom estão lá, basta que você  visite algum site que faça bastante uso de javascript e poderá perceber. A Samsung nesse ponto leva vantagem, pois com as modificações que ela promove no Android ela parece ter conseguido quase que eliminar essas travadas. Chega a ser surpreendente ver o Galaxy Tab 2 , o qual usa um SoC TI Omap 4430 dualcore apresentar uma experiência web até mesmo superior a do Transformer Pad Infinity nesse sentido.

 

E se com o modesto Galaxy Tab 2 o resultado prático é esse, com o Galaxy Note 10.1 que tem o dobro de RAM e um SoC que até o momento é o mais cavalar no universo Android, era de se esperar uma performance ainda melhor. E definitivamente é o que acontece.  As páginas carregam rapidamente, a responsividade aos toques parece ser  altíssima assim como a resposta aos gestos (pinch to zoom e zoom com o tradicional movimento de pinça).

 

E os Games??

 

Com certeza o Galaxy Note 10.1 poderia rodar qualquer game já lançado pra Android. Como já disse, em termos de desempenho ninguém o supera. Mas tenha em mente que as incompatibilidades existem e com certeza terá alguns jogos que por uma tecnicidade ou outra não rodarão no Exynos 4412, assim como ocorre com os demais tablets.

 

Benchmarks!

Falando ainda em desempenho, no Engadget.com  submeteram o Galaxy Note 10.1 a uma bateria de testes em indicadores de desempenho e acho que os resultados falam por si só:

 

Opa, esse tablet é só alegria então?

 

Infelizmente não. Como o Note 10.1 chega no mercado na mesma faixa de preço correspondente aos top de linha (499 dólares) , em algumas características  bem importantes ele deixou a desejar. Senão vejamos:

 

Sistema Operacional defasado

O Galaxy Note 10.1 sai de fábrica ainda com o Ice Cream Sandwich, e mesmo que a Samsung já tenha prometido atualização pro Jelly Bean até o final do ano (na realidade já deve sair nas próximas semanas), é sempre uma garantia a mais de estabilidade do sistema já receber o tablet com o sistema mais atual. Isso sem falar do efetivo tempo em que se estará usando ICS  sabendo que poderia estar desfrutando do Project Butter e todos os demais benefícios do Jeally Bean. Mas tudo bem, é uma ressalva com prazo de validade e tem boa chance do tablet já entrar no varejo brasileiro com atualização pronta pro Android 4.1.1.

 

Resolução de 2011

 

O tablet tem identidade própria, funcionalidades únicas e suas próprias vantagens, mas me parece que ele ficou devendo um pouco na resolução da tela. Os tablets de sua faixa de preço estão todos saindo com 1920 x 1200, o que implica uma densidade de píxels acima de 200. Hoje esse ganho de resolução pode ainda não representar algo extraordinário por conta da falta de aplicativos que efetivamente traduzam isso em experiência de uso, mas  combinaria perfeitamente com a capacidade gráfica do tablet (SoC, RAM e S-Pen).

 

O glorioso Touchwiz

 

A Samsung costuma deixar seus gadgets com uma aparência um tanto quanto parecida por conta das modificações que ela costuma incluir em sua versão do Android. Uma delas é o launcher Touchwiz. Há quem goste e quem odeie o Touchwiz, mas o problema aqui é que ele parece prejudicar um pouco a performance do aparelho. Já vi e li dezenas de resenhas, vídeos com primeiras impressões, análises e me parece que realmente o tablet sofre um pouco de travadinhas eventuais em suas transições na homescreen, principalmente quando utiliza os widgets do Laucher. Claro que você pode mudar o launcher , não utilizar determinados widgets e com isso ter sempre a certeza de estar lidando com um tablet quadcore de altíssima performance.

 

Engasgos quando em dual screen

 

O modo dual screen foi uma excelente adição e com certeza agrega muito valor ao tablet. Dito isso, foi constatado um pequeno atraso na resposta ao comando quando se alterna entre as janelas. É como se a janela estivesse em segundo plano e com isso o tablet conferisse a ela nestes primeiros instantes uma menor prioridade em processamento.  Sinceramente não me parece algo que , mesmo que a Samsung nunca corrija, não tenha como ser contornado pelo usuário. De qualquer sorte esses atrasos se fazem presentes.

 

Cadê o infravermelho???

 

[Atualização 8/10 ]Está exatamente onde deveria estar!

Ainda que no site da Samsung Brasil este item conste como ausente, o tablet está sim sendo vendido com infravermelho. Uma ressalva a menos!


Por algum motivo a Samsung vem economizando nessa peça de hardware para os modelos lançados aqui no Brasil.  Com o Galaxy tab Plus foi a mesma coisa. Eu até suspeitava que seria assim com o Note 10.1, mas eu não ficaria chateado caso estivesse errado. Ainda não será dessa vez que conseguirei controlar a tv com o tablet. 

 

 

 

E qual a conclusão?

 

Se eu fosse comprar um tablet hoje, escolheria este sem pestanejar. Sou fã da ASUS, mas o que a Samsung juntou aqui cobre quase tudo do que sempre idealizei para um tablet desde que vi o lançamento do iPad. Não vejo um tablet mais indicado que o Galaxy Note 10.1 para estudantes em geral, designers e demais  profissionais da área gráfica. E mesmo para quem pensa no tablet primeiramente como um dispositivo para consumo de conteúdo, no Brasil não há tablet Android melhor.

 

Fico por aqui, inté a próxima!

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